segunda-feira, 20 de junho de 2016

REENCONTRO COM OS GARCIA DO PARANÁ


                 

           Eu e o Gentil                                           Dirce, Altayr, Gentil, Inês e ao fundo eu,
                                                                                           Horácio e Fernando

Como disse em ”Família Garcia Ortiz”, meus tios avôs Ramon Antônio Garcia Ortiz e Manuel Garcia Ortiz migraram para o Paraná, e foram em conjunto com outros colonos, conforme matéria anexa abaixo, os primeiros a pisar e abrir uma clareira onde seria hoje a cidade de Londrina, cidade onde o meu tio avô Ramon teve participação importante na sua criação e crescimento, tendo hoje como homenagem uma rua com seu nome.
Por muito tempo tínhamos contatos esporádicos com os familiares do Paraná, contatos estes que mais ocorriam em falecimentos e casamentos, e que com o tempo foram se amiudando até chegarmos ao ponto de perdermos totalmente o contato.
Com o despertar pelo interesse de conhecer as raízes da família, em consulta a internet procurando informações sobre meu tio avô Ramon, deparei com informações genealógicas no site My Heritage colocadas por um Horácio Garcia, filho de Gentil* Garcia que por sua vez era filho do Ramon, ou seja, Gentil é meu primo segundo e o Horácio, meu primo terceiro.
Pesquisando no facebook encontrei a pagina do Horácio e começamos a nos comunicar e trocar informações sobre a família, porém, mesmo com as facilidades de locomoção de hoje parecia difícil que um dia nos encontrássemos.
Mas quis o destino que isso ocorresse e fui parar em Londrina no dia 16 de junho de 2016, onde com um misto de emoção e alegria fomos recebidos pelo Horácio e e a esposa Claudia.
Gentil e sua esposa Altayr nos receberam em sua casa para um jantar e lá estavam para nos conhecer as também primas segundas Dirce e Inês,
Foi uma noite deliciosa, onde fomos recebidos com muito carinho e onde relembramos fatos e pessoas da nossa família como se não tivéssemos ficado tanto tempo distantes, obrigado gente corrigimos o elo que havia se rompido entre nós.
* Infelizmente Gentil veio a falecer em 7/12/2018



quinta-feira, 10 de março de 2016

FAMÍLIA RAMOS LAFUENTE


Colomera (Ninho das  Pombas)

Colomera é um município da Espanha na província de Granada, comunidade autônoma da Andaluzia, uma vila que não se tem informações de quando surgiu, pois sua historia remonta a época das invasões romanas e dos visigodos pois está na “Ruta del Califato” caminho este que ligava a costa ao interior do país.

Colomera tem uma economia totalmente agrícola e latifundiária, onde poucos eram os proprietários de terra e o restante da população prestadora de serviço nas lavouras, hoje ela conta com uma população de 1588 habitantes.

Como toda a Europa, a Espanha enfrentava no final do seculo 18, uma recessão e um desemprego que atingia todas as regiões, como dizia minha avó “Eran tiempos en que los españoles, huyendo de la pobreza, se desperdigaban por el mundo”*

Meus bisavós Salvador Ramos Muñoz e Salvadora Lafuente Herrera ( foto abaixo), motivados pelas propagandas do governo brasileiro de vida abundante e do custeio das passagens pelos fazendeiros brasileiros, decidiram tentar a sorte no Brasil, trazendo consigo seus filhos, Rosário Antônia Ramos Lafuente com 15 anos,  Evangelina Ramos Lafuente, 11 anos, Antonio Ramos Lafuente com 9 anos e Maria de Las Dolores Ramos Lafuente com 2 anos.



Partiram de Colomera pelo porto de Almeria em 11 de maio de 1908, deixando lá seus pais, José Ramos Romero e Dolores Muñoz Fernandez e  Salvador Lafuente Rodriguez, Encarnacion Herrera Milena, com a certeza que aqui no Brasil ganhariam dinheiro suficiente para um dia retornarem a Espanha ricos.

Chegaram ao Brasil, no porto de Santos, a bordo do vapor Los Alpes em 01 de junho de 1908, após o registro na casa do imigrante, seguiram para as terras do fazendeiro Antonio José Leite, em São Manuel, São Paulo, ( Fazenda Sto Antônio dos Machados)

Em torno do ano de 1911 minha avó Rosário Antônia Ramos Lafuente casou-se com meu avô José Ramon Justo Garcia Ortiz( foto abaixo), e em 1912 em conjunto com a família do meu avô retornaram para a Espanha, pois era vontade da mãe dele, que estava com câncer, morrer na sua pátria e também para vender as poucas terras que tinham em Campohermoso, porém, retornaram em 1913 fugindo da convocação para guerra (Fato descrito neste blog na historia da Família Garcia)


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O restante da família da minha avó, meus bisavós Salvador e Salvadora e seus filhos em torno de 1913, por motivos ignorados, decidiram retornar a Espanha e em outubro de 1921, a bordo do vapor Montevidéu partiram novamente do porto de Malaga, Espanha com destino a Cuba, onde desembarcaram em novembro de 1921 no porto de Havana, para tentar a sorte desta vez em Cuba.

Desta feita a família já estava maior, tendo agora alem dos filhos Maria de Las Dolores, Adelina e Antônio, os filhos Salvador 10 anos, Encarnación 9 anos, Miguel 5 anos e Esperanza 4 anos


Destes novos filhos pelas datas de nascimento Salvador e Carmen que eram gêmeos nasceram no Brasil, Miguel, Encarnación e Evangelina nasceram na Espanha depois do retorno do Brasil


Infelizmente não foram felizes pois chegaram em Cuba no fim do ciclo do açúcar e mais tarde o regime de Castro, e ai ficaram confinados no país, onde a prole aumentou ainda mais com o nascimento de Evangelina,  noticias recentes (Ver "Noticias de Cuba Sobre os Ramos Lafuente",  neste blog) nos dão conta que meus avós faleceram aproximadamente em 1927, pois conforme informações quando ocorreu Evangelina tinha 10 anos, Encarnacíon de algum modo imigrou  para os Estados Unidos casou-se e faleceu em 1987, Evangelina conseguiu retornar com a família para a Espanha em 1980 onde faleceu, e o restante faleceram em Cuba.

Com relação ao  filho Antônio nada se sabe, cabe observar que a imigração para Cuba coincidiu com o ano em que ele completou 18 anos e teria que se apresentar para o serviço militar, documento da prefeitura de Colomera de apresentação para o serviço militar o classificam como "Prófugo", ou seja, não ficou na Espanha pois não se apresentou para o serviço, porém, não foi encontrado informações sobre seu destino, se teria ou não imigrado com a família, o que se sabe e que ele se perdeu pelo mundo.

(*) "Eram tempos em que os espanhóis, fugindo da pobreza, se espalhavam pelo mundo"

QUEM SOU, DE ONDE VENHO?


Porto Gênova


Até onde me lembro da minha infância, eu sempre fui curioso para saber coisas da minha família, isso por não ser costume dos meus familiares falarem sobre o assunto, talvez em decorrência das marcas de sofrimento deste passado.

Nos dias em que não podia brincar na rua pelas condições climáticas ou de um castigo, lembro que minha principal diversão era ver e rever as centenas de fotos antigas que minha família guardava. Deleitava-me em ver ouvir historias de antepassados que nunca conheci, ou de situações vividas no passado.

Eis então que uma coisa incentivou a outra e vice-versa e, agora, numa fase totalmente diferente da minha vida, após aposentar, resolvi correr atrás das minhas origens, conhecer meus antepassados, suas histórias, e toda a família que se iniciou na Itália e na Espanha e se estendeu até o Brasil tendo parte passado pela Argentina e Cuba.

Em meados 2014, dei início aos primeiros estudos deste projeto, após minha irmã Cidinha ter me enviado copias digitalizadas do registro de casamento dos meus avós maternos na Argentina, de posse destes documentos descobri na Itália cidade natal de meu avô e via internet entrei em contato com o cartório local o qual me enviou o certidão de nascimento e o de casamento do meu bisavô.

Pesquisei sites de genealogia e escolhi o Family Search que se transformou em minha ferramenta de organização e estruturação das pesquisas.

Porém, a empreitada se mostrou muito mais difícil do que eu imaginava, por diversos motivos. O principal é o contato para coleta de informações, pois ai nos deparamos com o descaso, pois nem todos dão a mesma importância ao fato que eu dei, e é ai que a coisa se complica. Restou-me então abusar da internet, distribuir e-mails e recados em redes como Facebook.

Bom o que importa é que eu não esmoreci e aos poucos fui garimpando informações e documentos para compor minha árvore genealógica de ambos os lados da família: os Ronzani e os Garcia Ramos. Neste espaço de tempo, já coletei informações que me permitiram chegar aos meus tataravós, sendo a maior parte das fichas completas com datas e informações.

Pode parecer complicado e sem benefícios empreender um trabalho restrito a poucos usuários, porém posso garantir que a satisfação pessoal ultrapassa as dificuldades. O caminho percorrido nos satisfaz pois acabamos entrando em contato com familiares ate  então desconhecidos.

No meu caso o primeiro foi um primo de Londrina o qual localizei por intermédio de uma rede social e que também se interessa por genealogia e que me abriu portas que permitiram conhecer o lado Garcia da família, um grande abraço Horácio Garcia para você para meu tio avô Gentil, espero um dia podermos sentar e conversarmos.

O segundo caso, como já comentei aqui no blog, foi o encontro de um familiar descendente da minha avó, pertencente a parte da sua família que imigrou junto da Espanha para o Brasil e depois mais tarde imigraram para Cuba, esse contato me permitiu trilhar o caminho correto para obtenção das informações e documentos do lado dos Ramos Lafuente, agradeço você minha prima Marta Vega Ramos, que tornou isso possível.

O terceiro caso foi, obtendo a informação que minha avó havia nascido em Colomera,Granada, Andaluzia, Espanha, pesquisei em uma rede social e encontrei um grupo “ No eres de Colomera, si no”, neste grupo coloquei o nome de minha avó e contei a historia da imigração ao Brasil, e para minha surpresa encontrei o Álvaro Lafuente, que além de ser um pesquisador genealógico, pertence a linhagem da minha família, isso permitiu obter maiores informações e confrontar nossas arvores genealógicas, Álvaro muito obrigado, ainda nos veremos na Espanha, garanto.

 De árvore, surgiu a idéia deste blog, sei que o caminho será longo, mas continuarei!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

NOTICIAS DE CUBA SOBRE OS RAMOS LAFUENTE




Colomera, província de Granada, Espanha

Graças a uma amiga Déa Conti, consegui achar o inicio da meada da historia da família Garcia Ramos, em nossas conversas sobre genealogia eu havia comentado com ela que parte da família da minha avó Rosaria Ramos Lafuente, havia imigrado do Brasil para Cuba em algum ano perto de 1910, e  que a família havia perdido o contato com esses parentes em 1977.
Pois Déa foi para Cuba neste final de ano e antes de ir perguntou o nome dos meus parentes de Cuba e o endereço, tentei demove-la da ideia de procura-los pois já se passara tanto tempo e a chance de encontrar alguém seria próximo a zero.
Mas não é que recebo ontem uma mensagem dela sobre o encontro de uma prima do meu pai, Marta Vega Ramos, que ainda reside no mesmo local que antes residia sua mãe Maria de Los Dolores Ramos Fuentes.

Marta Vega Ramos em sua casa em Havana, Cuba

Junto com as noticias vieram fotos da Marta (muito parecida com sua prima a minha tia Carmen, irmã de meu pai),  e uma foto do registro de nascimento da sua mãe, nele pude ler o nome dos meus bisavós paternos Salvador Ramos Muñoz e Salvadora Lafuente Fernandez, ( não é atoa que meu pai se chamava Salvador) e dos meus tataravós paternos por parte do meu bisavô, que eram José Ramos Romero e Dolores Muñoz Fernandez.
Interessante como eles repetiam os nomes na família como forma de homenagem, pois em varias gerações vemos se repetir Salvador, Carmen, Dolores.
Marta querida, obrigado você me abriu a estrada para descobrir mais informações sobre nossa família, pois alem dos nomes dos ancestrais, que eu não tinha completo, descobri que o local de onde eles vieram, que foi de Colomera, província de Granada, Andaluzia e não de Murcia, província de Murcia como eu supunha.

Engraçado agora pesquisando ,descubro que  Colomera, fica em La Ruta Del Califato, antigo caminho que ligava Granada a Cordoba e que sem querer em minha viagem a Espanha em 2011, passei por ela vindo de Cordoba para Granada via Baeza e Sierras Nevadas, e infelizmente não a visitei por não saber dessa minha ligação com ela.