terça-feira, 31 de julho de 2018

ENCONTRANDO OS LAFUENTES NA ESPANHA



Em minhas pesquisas sobre a descendência da minha família utilizo varias ferramentas e entre ela o Facebook, nele descobri uma comunidade que se chama "No eres de Colomera* si no " por intermédio dela encontrei descendentes do lado Lafuente, e entre eles a pessoa maravilhosa do José Manuel Lafuente Moral.

Da esquerda para direita meu primo Fernando, eu e o Manolo, em sua casa em Maracena, Granada, Espanha

Com ele venho trocando informações da família e tendo a oportunidade de encontrar outros membros na Venezuela, fechando com isso a informação que tínhamos, por parte de minha avó Rosaria, que com eles tinham imigrado parentes que continuaram a viagem para a Venezuela.

Voltando ao José Manuel ( Manolo), tive a oportunidade de estar com ele em minha estada em Granada na Espanha em 03 de junho de 2018.

Ele e a esposa Antônia são aquelas pessoas que temos a impressão de te-los conhecido e convivido a vida toda, nos convidaram e receberam em sua casa, nos fizeram provar azeitonas colhidas em Colomera, olivais nos quais certamente minha avó deve ter colhido azeitonas, e nos brindaram com muito mais informações sobre a família e sobre Colomera,

Como espanhóis que somos, não podíamos deixar de comemorar nosso encontro com muita sangria, cervezas e tapas.

Muito obrigado Manolo e Antônia, prometo que volto para conhecer melhor Colomera.



Da esquerda para direita minha prima Sônia, Antônia e minha esposa Teresa




Y Viva la España

* Colomera, Município da Espanha, Província de Granada, de onde veio a família da minha avó paterna Rosaria Antônia

segunda-feira, 20 de junho de 2016

REENCONTRO COM OS GARCIA DO PARANÁ


                 

           Eu e o Gentil                                           Dirce, Altayr, Gentil, Inês e ao fundo eu,
                                                                                           Horácio e Fernando

Como disse em ”Família Garcia Ortiz”, meus tios avôs Ramon Antônio Garcia Ortiz e Manuel Garcia Ortiz migraram para o Paraná, e foram em conjunto com outros colonos, conforme matéria anexa abaixo, os primeiros a pisar e abrir uma clareira onde seria hoje a cidade de Londrina, cidade onde o meu tio avô Ramon teve participação importante na sua criação e crescimento, tendo hoje como homenagem uma rua com seu nome.
Por muito tempo tínhamos contatos esporádicos com os familiares do Paraná, contatos estes que mais ocorriam em falecimentos e casamentos, e que com o tempo foram se amiudando até chegarmos ao ponto de perdermos totalmente o contato.
Com o despertar pelo interesse de conhecer as raízes da família, em consulta a internet procurando informações sobre meu tio avô Ramon, deparei com informações genealógicas no site My Heritage colocadas por um Horácio Garcia, filho de Gentil* Garcia que por sua vez era filho do Ramon, ou seja, Gentil é meu primo segundo e o Horácio, meu primo terceiro.
Pesquisando no facebook encontrei a pagina do Horácio e começamos a nos comunicar e trocar informações sobre a família, porém, mesmo com as facilidades de locomoção de hoje parecia difícil que um dia nos encontrássemos.
Mas quis o destino que isso ocorresse e fui parar em Londrina no dia 16 de junho de 2016, onde com um misto de emoção e alegria fomos recebidos pelo Horácio e e a esposa Claudia.
Gentil e sua esposa Altayr nos receberam em sua casa para um jantar e lá estavam para nos conhecer as também primas segundas Dirce e Inês,
Foi uma noite deliciosa, onde fomos recebidos com muito carinho e onde relembramos fatos e pessoas da nossa família como se não tivéssemos ficado tanto tempo distantes, obrigado gente corrigimos o elo que havia se rompido entre nós.
* Infelizmente Gentil veio a falecer em 7/12/2018



quinta-feira, 10 de março de 2016

FAMÍLIA RAMOS LAFUENTE


Colomera (Ninho das  Pombas)

Colomera é um município da Espanha na província de Granada, comunidade autônoma da Andaluzia, uma vila que não se tem informações de quando surgiu, pois sua historia remonta a época das invasões romanas e dos visigodos pois está na “Ruta del Califato” caminho este que ligava a costa ao interior do país.

Colomera tem uma economia totalmente agrícola e latifundiária, onde poucos eram os proprietários de terra e o restante da população prestadora de serviço nas lavouras, hoje ela conta com uma população de 1588 habitantes.

Como toda a Europa, a Espanha enfrentava no final do seculo 18, uma recessão e um desemprego que atingia todas as regiões, como dizia minha avó “Eran tiempos en que los españoles, huyendo de la pobreza, se desperdigaban por el mundo”*

Meus bisavós Salvador Ramos Muñoz e Salvadora Lafuente Herrera ( foto abaixo), motivados pelas propagandas do governo brasileiro de vida abundante e do custeio das passagens pelos fazendeiros brasileiros, decidiram tentar a sorte no Brasil, trazendo consigo seus filhos, Rosário Antônia Ramos Lafuente com 15 anos,  Evangelina Ramos Lafuente, 11 anos, Antonio Ramos Lafuente com 9 anos e Maria de Las Dolores Ramos Lafuente com 2 anos.



Partiram de Colomera pelo porto de Almeria em 11 de maio de 1908, deixando lá seus pais, José Ramos Romero e Dolores Muñoz Fernandez e  Salvador Lafuente Rodriguez, Encarnacion Herrera Milena, com a certeza que aqui no Brasil ganhariam dinheiro suficiente para um dia retornarem a Espanha ricos.

Chegaram ao Brasil, no porto de Santos, a bordo do vapor Los Alpes em 01 de junho de 1908, após o registro na casa do imigrante, seguiram para as terras do fazendeiro Antonio José Leite, em São Manuel, São Paulo, ( Fazenda Sto Antônio dos Machados)

Em torno do ano de 1911 minha avó Rosário Antônia Ramos Lafuente casou-se com meu avô José Ramon Justo Garcia Ortiz( foto abaixo), e em 1912 em conjunto com a família do meu avô retornaram para a Espanha, pois era vontade da mãe dele, que estava com câncer, morrer na sua pátria e também para vender as poucas terras que tinham em Campohermoso, porém, retornaram em 1913 fugindo da convocação para guerra (Fato descrito neste blog na historia da Família Garcia)


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O restante da família da minha avó, meus bisavós Salvador e Salvadora e seus filhos em torno de 1913, por motivos ignorados, decidiram retornar a Espanha e em outubro de 1921, a bordo do vapor Montevidéu partiram novamente do porto de Malaga, Espanha com destino a Cuba, onde desembarcaram em novembro de 1921 no porto de Havana, para tentar a sorte desta vez em Cuba.

Desta feita a família já estava maior, tendo agora alem dos filhos Maria de Las Dolores, Adelina e Antônio, os filhos Salvador 10 anos, Encarnación 9 anos, Miguel 5 anos e Esperanza 4 anos


Destes novos filhos pelas datas de nascimento Salvador e Carmen que eram gêmeos nasceram no Brasil, Miguel, Encarnación e Evangelina nasceram na Espanha depois do retorno do Brasil


Infelizmente não foram felizes pois chegaram em Cuba no fim do ciclo do açúcar e mais tarde o regime de Castro, e ai ficaram confinados no país, onde a prole aumentou ainda mais com o nascimento de Evangelina,  noticias recentes (Ver "Noticias de Cuba Sobre os Ramos Lafuente",  neste blog) nos dão conta que meus avós faleceram aproximadamente em 1927, pois conforme informações quando ocorreu Evangelina tinha 10 anos, Encarnacíon de algum modo imigrou  para os Estados Unidos casou-se e faleceu em 1987, Evangelina conseguiu retornar com a família para a Espanha em 1980 onde faleceu, e o restante faleceram em Cuba.

Com relação ao  filho Antônio nada se sabe, cabe observar que a imigração para Cuba coincidiu com o ano em que ele completou 18 anos e teria que se apresentar para o serviço militar, documento da prefeitura de Colomera de apresentação para o serviço militar o classificam como "Prófugo", ou seja, não ficou na Espanha pois não se apresentou para o serviço, porém, não foi encontrado informações sobre seu destino, se teria ou não imigrado com a família, o que se sabe e que ele se perdeu pelo mundo.

(*) "Eram tempos em que os espanhóis, fugindo da pobreza, se espalhavam pelo mundo"

QUEM SOU, DE ONDE VENHO?


Porto Gênova


Até onde me lembro da minha infância, eu sempre fui curioso para saber coisas da minha família, isso por não ser costume dos meus familiares falarem sobre o assunto, talvez em decorrência das marcas de sofrimento deste passado.

Nos dias em que não podia brincar na rua pelas condições climáticas ou de um castigo, lembro que minha principal diversão era ver e rever as centenas de fotos antigas que minha família guardava. Deleitava-me em ver ouvir historias de antepassados que nunca conheci, ou de situações vividas no passado.

Eis então que uma coisa incentivou a outra e vice-versa e, agora, numa fase totalmente diferente da minha vida, após aposentar, resolvi correr atrás das minhas origens, conhecer meus antepassados, suas histórias, e toda a família que se iniciou na Itália e na Espanha e se estendeu até o Brasil tendo parte passado pela Argentina e Cuba.

Em meados 2014, dei início aos primeiros estudos deste projeto, após minha irmã Cidinha ter me enviado copias digitalizadas do registro de casamento dos meus avós maternos na Argentina, de posse destes documentos descobri na Itália cidade natal de meu avô e via internet entrei em contato com o cartório local o qual me enviou o certidão de nascimento e o de casamento do meu bisavô.

Pesquisei sites de genealogia e escolhi o Family Search que se transformou em minha ferramenta de organização e estruturação das pesquisas.

Porém, a empreitada se mostrou muito mais difícil do que eu imaginava, por diversos motivos. O principal é o contato para coleta de informações, pois ai nos deparamos com o descaso, pois nem todos dão a mesma importância ao fato que eu dei, e é ai que a coisa se complica. Restou-me então abusar da internet, distribuir e-mails e recados em redes como Facebook.

Bom o que importa é que eu não esmoreci e aos poucos fui garimpando informações e documentos para compor minha árvore genealógica de ambos os lados da família: os Ronzani e os Garcia Ramos. Neste espaço de tempo, já coletei informações que me permitiram chegar aos meus tataravós, sendo a maior parte das fichas completas com datas e informações.

Pode parecer complicado e sem benefícios empreender um trabalho restrito a poucos usuários, porém posso garantir que a satisfação pessoal ultrapassa as dificuldades. O caminho percorrido nos satisfaz pois acabamos entrando em contato com familiares ate  então desconhecidos.

No meu caso o primeiro foi um primo de Londrina o qual localizei por intermédio de uma rede social e que também se interessa por genealogia e que me abriu portas que permitiram conhecer o lado Garcia da família, um grande abraço Horácio Garcia para você para meu tio avô Gentil, espero um dia podermos sentar e conversarmos.

O segundo caso, como já comentei aqui no blog, foi o encontro de um familiar descendente da minha avó, pertencente a parte da sua família que imigrou junto da Espanha para o Brasil e depois mais tarde imigraram para Cuba, esse contato me permitiu trilhar o caminho correto para obtenção das informações e documentos do lado dos Ramos Lafuente, agradeço você minha prima Marta Vega Ramos, que tornou isso possível.

O terceiro caso foi, obtendo a informação que minha avó havia nascido em Colomera,Granada, Andaluzia, Espanha, pesquisei em uma rede social e encontrei um grupo “ No eres de Colomera, si no”, neste grupo coloquei o nome de minha avó e contei a historia da imigração ao Brasil, e para minha surpresa encontrei o Álvaro Lafuente, que além de ser um pesquisador genealógico, pertence a linhagem da minha família, isso permitiu obter maiores informações e confrontar nossas arvores genealógicas, Álvaro muito obrigado, ainda nos veremos na Espanha, garanto.

 De árvore, surgiu a idéia deste blog, sei que o caminho será longo, mas continuarei!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

NOTICIAS DE CUBA SOBRE OS RAMOS LAFUENTE




Colomera, província de Granada, Espanha

Graças a uma amiga Déa Conti, consegui achar o inicio da meada da historia da família Garcia Ramos, em nossas conversas sobre genealogia eu havia comentado com ela que parte da família da minha avó Rosaria Ramos Lafuente, havia imigrado do Brasil para Cuba em algum ano perto de 1910, e  que a família havia perdido o contato com esses parentes em 1977.
Pois Déa foi para Cuba neste final de ano e antes de ir perguntou o nome dos meus parentes de Cuba e o endereço, tentei demove-la da ideia de procura-los pois já se passara tanto tempo e a chance de encontrar alguém seria próximo a zero.
Mas não é que recebo ontem uma mensagem dela sobre o encontro de uma prima do meu pai, Marta Vega Ramos, que ainda reside no mesmo local que antes residia sua mãe Maria de Los Dolores Ramos Fuentes.

Marta Vega Ramos em sua casa em Havana, Cuba

Junto com as noticias vieram fotos da Marta (muito parecida com sua prima a minha tia Carmen, irmã de meu pai),  e uma foto do registro de nascimento da sua mãe, nele pude ler o nome dos meus bisavós paternos Salvador Ramos Muñoz e Salvadora Lafuente Fernandez, ( não é atoa que meu pai se chamava Salvador) e dos meus tataravós paternos por parte do meu bisavô, que eram José Ramos Romero e Dolores Muñoz Fernandez.
Interessante como eles repetiam os nomes na família como forma de homenagem, pois em varias gerações vemos se repetir Salvador, Carmen, Dolores.
Marta querida, obrigado você me abriu a estrada para descobrir mais informações sobre nossa família, pois alem dos nomes dos ancestrais, que eu não tinha completo, descobri que o local de onde eles vieram, que foi de Colomera, província de Granada, Andaluzia e não de Murcia, província de Murcia como eu supunha.

Engraçado agora pesquisando ,descubro que  Colomera, fica em La Ruta Del Califato, antigo caminho que ligava Granada a Cordoba e que sem querer em minha viagem a Espanha em 2011, passei por ela vindo de Cordoba para Granada via Baeza e Sierras Nevadas, e infelizmente não a visitei por não saber dessa minha ligação com ela.




domingo, 16 de agosto de 2015

FAMÍLIA GARCIA ORTIZ





Nìjar, Província de Almeria, Espanha


A história inicia-se na localidade de Campohermoso, município de Níjar, Almeria, Espanha. Meu bisavô, José Maria Del Corazon de Jesús García Rodriguez, nascido em 22 de maio de 1865, filho de Ramon García Marquez e Catalina Rodriguez García, casa-se, no dia 23 de setembro de 1889, com Maria Carmen Ortiz López nascida em 1868 filha de Pedro José Ortiz Sanchez e Izabel Lópes Ferre.

Imigraram pela primeira vez ao Brasil, embarcando em Málaga, Espanha, e chegando ao Porto de Santos, em 16 de Julho de 1905, a bordo do vapor Juan Forgas. A família era composta por José Maria Del Corazon de Jesús García Rodriguez, 39 anos, Maria Carmen Ortiz López, 36 anos, e dos filhos José Ramon Justo García Ortiz, 12 anos, meu avô, e Ramon Antonio García Ortiz, 4 anos. De Santos, eles foram para a atual cidade de São Manuel, na época um vilarejo São Manuel do Paraíso, trabalhar na fazenda de José A. Prado.

Em 1912 a família retornou ao local de saída, Campohermoso, Níjar na Espanha, Maria Carmen Ortiz López, estaria com "barriga dágua" (Câncer) e quis morrer em sua terra natal, e também para vendas das terras que tinham na cidade, e, em 01 de outubro de 1913, no vapor Francesca, Maria Carmen Ortiz Lópes retornou ao Brasil com os filhos Ramon, 12 anos, e Pedro García Ortiz, 7 anos, nascido na Espanha. Carmen trouxe, também, Francisca Gimenez Asencio, 20 anos constando na lista de embarque como sua nora, Francisca, 1 ano  registrada como neta e os sobrinhos Juan Torres Rosa, 17 anos, e Maria Torres Rosa, 13 anos. Seguiram novamente para São Manuel, dessa vez para a fazenda de Domingos Pereira Carvalho.

José Mª Del Corazon de Jesús Garcia Rodriguez, por sua vez, retornou em 24 de outubro de 1913, no vapor Columbia, trazendo consigo seu filho Manuel, 3 anos, nascido na Espanha, seguindo então para São Manuel, para a fazenda onde se encontrava sua família.

Nada consta, nos registros dos vapores que trouxeram a família de volta ao Brasil, sobre o retorno do meu avô, José Ramon Justo García Ortiz, que, segundo informações de familiares, teria retornado da Espanha na mesma época, casado com minha avó, Rosario Antonia Ramos Lafuente (ver publicação neste blog "Família Ramos Lafuente), com documentos de parentes, a fim de fugir de convocação para forças de pacificação e manutenção do território de Marrocos que na época demanda por parte da Espanha de um esforço econômico e humano, que consumia a maioria dos jovens na idade de prestar serviço nas forças armadas
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Analisando as listas de desembarque dos vapores verificamos que constam alguns nomes e parentescos estranhos, como Francisca Gimenez Ascencio, com 20 anos, idade, na época aproximada da minha avó Rosaria Ramos Lafuente, Francisca, uma neta, com 1 ano, idade aproximada da minha tia Carmen, que nasceu em 1912  e Juan Torres Rosa, que poderia ser meu avô, José Ramon Justo García Ortiz, então com 20 anos.

Chego a essa conclusão em decorrência dos meus bisavós terem como filho com idade para casamento somente meu avô, José Ramon Justo García Ortiz.

Passado seis meses da chegada ao Brasil, minha bisavó, Mª Carmen Ortiz López, falece no dia 03 de abril de 1914 e é enterrada no cemitério Municipal de Jahú “Ana Rosa de Paula”.

A foto abaixo traz meus bisavós, José Mª Del Corazon de Jesús García Rodrigues e Mª Carmen Ortiz López, e, partindo da direita para esquerda, meu avô, José García Ortiz, Ramon Antônio García Ortiz com a roupa de toureiro, no colo Pedro García Ortiz e, na barriga da minha bisavó, Manuel García Ortiz. Da menina não se tem uma identificação precisa, porém, é provável que seja a sobrinha do casal, Maria Torres Rosa, de 13 anos, que veio junto com eles para o Brasil, na segunda imigração, ou a sobrinha Maria Garcia Casquel.


                                   

Com a morte de Mª Carmen Ortiz López, José Mª Del Corazon de Jesús García Rodriguez se casa com Theodora Centeno García,em 16 de Junho de 1917, com seu falecimento em 23 de abril de 1931, em São Manuel, teve seu testamento lavrado e assinado em 27 de maio de 1931, por Theodora e os filhos de José Mª Del Corazon de Jesús García Rodriguez, um documento em que ela abre mão de todos os bens para os filhos do marido falecido, Theodora veio falecer em 24 de outubro de 1934, em São Manuel

Com a morte do  patriarca, os filhos migram de Jahú, buscando novos lugares para viver e trabalhar.

Ramon Antonio García Ortiz, que havia se casado com Aracelis Fernandez Gordilho, em Jahú, em 21 de janeiro de 1922, com sua mulher e seus filhos Ramon (ou Romão), João, Aracelis ( Celita), Maria do Carmo ( Mariquita), José e Carmen, estes hoje todos falecidos, e Gentil*, Dirce e Inês, vivos, partem para Londrina em julho de 1934. Lá, ajudaram a colonizar a região. Aracelis faleceu em 1980 e Ramon em 1986, e foram enterrados em Londrina.

Manuel García Ortiz foi para Marialva, PR, em data não conhecida, casado com Manuela  [sobrenome desconhecido], e teve os filhos Carmen (Falecida), Antônia (Rondônia), Valter (Falecido), Cinira e Claudio (Rolândia) e Nelson (Marialva).

Pedro García Ortiz, casado com Antonina ( sobrenome desconhecido) migrou para São Caetano do Sul, SP, e teve os filhos Pedro, José e Agostinho, todos mortos atualmente.

José Romon Justo García Ortiz, casado com Rosario Antonia Ramos Lafuente migrou para Sorocaba com os filhos Carmen, Salvador ( meu pai), José, Izabel, Manuel, Dolores, Ramon e Rosália (Rosa), todos atualmente falecidos.


Esses antepassados compõem parte da história do meu lado espanhol, falta agora os Ramos Lafuente, que é o lado da minha avó paterna e a junção das famílias Ronzani e Garcia, responsáveis pelo nosso modo anarquista e oposicionista
* Falecido em 07/12/2018

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

COMEÇO DA SAGA DOS RONZANI





Carrè, Província de Vicenza, Itália


A Europa, na segunda metade do século XIX, passava por uma grande recessão. Faltava emprego e terras para cultivar, e o Brasil e a Argentina eram vistos como terra nova, repleta de oportunidades.

Isso incentivava os italianos e eles abandonavam tudo para viver o sonho Farò l'America. Se por um lado a Itália tinha muitas pessoas querendo buscar trabalho, no Brasil e Argentina necessitava-se de mão-de-obra.

No Brasil, após a Abolição da Escravatura (1888), os agricultores optaram pela mão-de-obra de origem europeia, ao invés de integrarem os ex-escravos ao mercado de trabalho.

O próprio governo brasileiro fez campanha na Itália para atrair esses italianos para o trabalho na lavoura do país. Em 1888, meus bisnonni Bartolomeo Ronzani e Dorotea Sartori, mais seus filhos Antenore Lino Segalla  e Pietro Serafino Segalla  do primeiro casamento com Pietro Segalla, e meu nonno Bartolo Ronzani, com então 16 anos, partiram de Carrè, região de Vicenza, Itália, e iniciaram sua viagem indo para Genova, onde embarcaram no Vapor Umberto I para Argentina, terra desconhecida para eles.




Porto de Génova, Itália, 1890

Após 20 dias de sofrimento, aportaram no porto de Rosário, cidade de Santa Fé, Argentina, no dia 11 de junho de 1888, saindo de Rosário, foram morar em uma comunidade rural chamada Villa Casilda, Santa Fé, Argentina. Bartolomeo e Bartolo, dados ao ofício de ferreiro, fabricavam equipamentos para a agricultura, fornos para fogão a lenha e ferraduras.



Iglesia San Pedro - Casilda - Argentina

Enquanto isso, em 1897, na Itália, em Génova, minha nonna Anna Maria Teresa Ruffinelli, com 16 anos, órfã dos pais Filippo Ruffinelli e Giuseppina Tordella, imigrava junto com seu irmão Juan para Casilda, onde já se encontrava seu irmão mais velho, Antônio Ruffinelli, que era um dos colonizadores do vilarejo, aqui temos uma controvérsia, pois examinando o registro de nascimento de Ernesto Ronzani, nascido em Casilda, filho de Anna Maria Teresa, vemos como madrinha Josefina Curdela (Giuseppina Tordella) que pela idade pode ser a mãe de Anna Teresa Rufinelli Ronzani e e Antonio Segalla (Antenore Segalla), o normal seria que o padrinho fosse Filippo Rufinelli, com base nestes fatos podemos concluir Anna Teresa imigrou com a mãe após o falecimento de Filippo na Italia.

Em Casilda, Anna Maria Teresa conhece Bartolo e em 1901, na igreja de San Pedro casa-se com ele, deste casamento nasceram em Casilda, Argentina os filhos Bartolo Gusman, Ricardo Juan, Adelina,  Maria Josepha, Ernesto, Rinaldo Américo e Agustina (Augusta) e em Sorocaba, Brasil os filhos Elmo, Alvaro e Irma.
Por registros do cemitério San Salvador, de Casilda, sabemos que em 10/09/1916 faleceu minha bisavó Dorotea, acredito que meu bisavô tenha falecido antes e também tenha sido sepultado no mesmo cemitério, porém, não temos o registro.

                                            Bartolo e Anna, 50 anos de casamento


                                                                                     
Infelizmente, o sonho não poderia ser perfeito e, por problemas familiares, meus nonos, filhos e Antenore Lino Segalla e Pietro Sartori tiveram que abandonar a Argentina e tentar a sorte em outro lugar,

Então, em 1917, a bordo do Vapor Drina, partiram com destino ao Brasil, viagem esta na qual o medo pelo desconhecido foi suplantado pelo medo de serem afundados por um submarino alemão, que, a partir da saída da baia do rio da Prata, passou a seguir o vapor que tinha bandeira inglesa. 

A família chegou a salvo no porto de Santos no dia 06 de fevereiro de 1917, quanto ao Vapor Drina, este partiu de Santos e foi torpedeado a meia noite ao largo Milford Haven, pelo submarino alemão U-65, naufragando em águas internacionais.

                                                                       

Vapor Drina


Não sabemos se foi indicação ou se foram contratados no porto, mas a família Ronzani seguiu para Santa Cruz do Rio Pardo, para trabalhar na fazenda do Dr. Francisco Sodré (pai do ex governador SP, Abreu Sodré).

Nesta fazenda ficaram por alguns anos, meu nonno prestando serviços de ferreiro, minha nonna como costureira da família, minha tia Maria como babá, e meus tios como agricultores. 

Meu tio Bartolo partiu, então, para procurar novas oportunidades e veio trabalhar em Sorocaba na antiga fabrica de tecidos CIANE ( Companhia Nacional de Estamparia), com este novo emprego, em 1919, trouxe a família para esta cidade.

Com relação a Pietro Sartori nada se sabe, e nunca ouvi comentários da família sobre ele, já Antenore Lino Segalla minha mãe comentava que morreu no Asilo São Vicente de Paula em Sorocaba que ele foi casado e tinha um filho, porém, não tenho nenhuma informação a respeito